Os marcos dos eventos
puberais em meninas são o início da puberdade, a velocidade de pico de altura
(PHV) e a menarca. O início da puberdade é marcado pelo desenvolvimento do
tecido mamário, enquanto a velocidade de pico de altura (PHV) é a mais alta
velocidade observada durante o surto ou estirão de crescimento puberal. O
grande problema é que nessa fase o estirão ou surto é uma incógnita, em sendo
assim pode ocorrer um aumento da estatura mais baixo do que o desejado, podendo
inclusive ser inferior em se considerando os pais.
Se não for tomado uma
atitude urgente, este fato pode levar a uma estatura final baixa e
irreversível. A menarca é um evento bastante tardio na puberdade e geralmente
ocorre 6 meses após a obtenção da velocidade de pico de altura (PHV). A
idade em que ocorre a menarca varia e depende da interação entre fatores
genéticos e ambientais, é claro, pode ocorrer fatores mutacionais. Considera-se
que, durante o século XX, a melhoria dramática das condições
socioeconômicas e da saúde geral das populações nos países industrializados
resultou em um início mais precoce da puberdade em crianças. O marcador
mais fiável das mudanças seculares positivas no desenvolvimento puberal foi a
queda da idade na menarca.
Estima-se que durante a
maior parte do século XX a idade da menarca tenha diminuído cerca de 3 meses
por década, embora haja relatos de países industrializados de que ela esteja se
estabilizando ou que mostre uma tendência ascendente. Quaisquer que sejam os
fatores que influenciam a maturação puberal e a idade da menarca, eles se
inter-relacionam e, portanto, o início da menarca não pode ser atribuído a um
único fator.
O objetivo deste relato é
revisar a neuroendocrinologia do início puberal e os fatores genéticos e
ambientais que influenciam a idade menarqueal e também as implicações da idade
menarca precoce ou tardia na vida de uma jovem. Neuroendocrinologia da
puberdade; o início da puberdade ocorre após a reativação do sistema secretor
do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), primeiro serão secretados os
precursores dos hormônios sexuais, LH e FSH, (hormônio luteinizante responsável
pela progesterona e o hormônio folículo estimulante, responsável pelo estrógeno
e testosterona em ambos os sexos).
A rede secretora de GnRH
inicialmente se desenvolve e está temporariamente ativa durante a vida fetal e
neonatal e a primeira infância, ou seja, durante os primeiros 6 meses de vida,
a chamada 'mini puberdade'. Esses primeiros períodos de ativação do GnRH
podem ser importantes para masculinização ou feminização do cérebro. Na
puberdade, a secreção pulsátil de GnRH e a subsequente secreção episódica de
gonadotrofina hipofisária, necessária para o desenvolvimento e funções gonadais
normais, são desencadeadas pela ativação do gerador de pulsos de GnRH.
O gerador de pulsos de
GnRH é composto por neurônios dispersos que estão distribuídos no núcleo
arqueado do hipotálamo basal medial e na área pré-óptica na região rostral do
hipotálamo. A secreção pulsátil de GnRH é dependente da ação coordenada
dos neurônios de GnRH dispersos. Estes últimos são controlados por
entradas trans-sinápticas, estimulatórias e inibitórias e
glia-neuronais. Vários neuropeptídeos e neurotransmissores demonstraram
ter um papel estimulatório (por exemplo, glutamato, noradrenalina) ou
inibitório (por exemplo, ácido γ-aminobutírico-GABA, opiáceos endógenos, NPY)
na regulação dos neurônios do GnRH). Os genes upstream envolvidos no controle
transcricional desses componentes no momento da puberdade continuam a ser
identificados. Recentemente, estabeleceu-se que os sinais glia-a-neurônios
incluem o fator de crescimento transformador-α, a neuregulina e os insumos glutamatérgicos.
Os receptores de GnRH são
expressos nos neurônios do GnRH hipotalâmicos, sugerindo que o GnRH exerce uma
ação autócrina. Estudos em sujeitos humanos com hipogonadismo hipogonadotrófico
(HH) revelaram uma série de genes que são necessários para a função reprodutiva
normal. Entre eles, o gene Kiss1, que produz a Kisspeptina, e seu
receptor, o G Protein Coupled Receptor 54 (GPR54) ou o Kiss1r emergiram como
atores-chave na regulação da reprodução. Neurônios que
expressam Kiss1 são distribuídos dentro do hipotálamo predominantemente
no núcleo infundibular e espalhados na área pré-óptica medial.
AVALIAÇÃO DA IDADE
MENARQUEAL
Existem três métodos para
avaliar a idade da menarca, a) o status quo, b) o recall ou retrospectiva,
etc.) os métodos prospectivos.
No status quo, os dados
referentes à idade menarquiana podem ser obtidos solicitando a uma menina (ou a
seus pais) seu "estado atual", ou seja, se ela teve sua primeira
menstruação no momento da avaliação e sua data de nascimento.
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No método do status quo,
a amostra deve ser grande, representativa da população, e nos países
desenvolvidos a faixa etária deve ser de 8 a 16 anos. Uma questão que surge é
qual é a associação entre o tempo de início da puberdade e a menarca, em outras
palavras, as meninas com puberdade precoce invariavelmente apresentam menarca
em idade precoce e vice-versa?
Dados coletados de
mulheres nascidas entre 1977 e 1979 mostraram apenas uma correlação moderada
entre a menarca e o início da puberdade (0,37 a 0,38), enquanto em estudos anteriores
conduzidos em mulheres nascidas entre 1920 e 1960, correlações muito mais altas
(0,64-0,86) foram relatados.
Isso pode ser explicado
por uma mudança no ritmo maturacional de meninas nascidas após a década de
1970.
O que se tem observado
através das pesquisas é que o período entre a menarca e o aparecimento do
climatério e menopausa os parâmetros são muito semelhantes, nessas condições
pode ocorrer uma espécie de compensação, mas em sendo semelhantes os períodos
de menarca, pode ocorrer um climatério e menopausa antecipado se considerado a
precocidade da menarca e menopausa devido à complexidade desses mecanismos
neuroendócrinos e genéticos.
Portanto, e muito difícil
separar a evolução do organismo durante toda a existência de um ser humano.
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COMO SABER MAIS
2. A vitamina C aumenta a
absorção de ferro?
3. Por que os
adolescentes acabam consumindo maiores quantidades de alimentos calóricos nesta
fase?
Referências Bibliográficas:
Caio Jr., Dr. João Santos. Endocrinologista – Neuroendocrinologista e Dra. Caio, Henriqueta V. Endocrinologista – Medicina Interna, Van Der Häägen Brasil – São Paulo – Brasil; Menopause or climacteric, just a semantic discussion or has it clinical ...
Caio Jr., Dr. João Santos. Endocrinologista – Neuroendocrinologista e Dra. Caio, Henriqueta V. Endocrinologista – Medicina Interna, Van Der Häägen Brasil – São Paulo – Brasil; Menopause or climacteric, just a semantic discussion or has it clinical ...
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